Dor no peito pode ser angina: veja a importância do diagnóstico precoce

A saúde cardiovascular do País está em alerta. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga, cerca de 14 milhões de brasileiros possuem alguma doença no coração. Desse total, mais de 380 mil morrem anualmente, o equivalente a, aproximadamente, 30% de todas as mortes registradas1.
Por isso, é muito importante dar atenção a todos os sinais diferentes que o coração apresenta, principalmente dor no peito. Se ao realizar algum esforço físico, ter uma mudança emocional ou vivenciar uma situação de estresse a pessoa sentir desconforto torácico, como um aperto ou pressão no peito, isso pode indicar um quadro de angina2.
A angina é uma dor que dura de 2 a 10 minutos, e melhora assim que a situação que desencadeou a complicação se encerra2. Ela acontece quando a quantidade ideal de sangue rico em oxigênio não chega no coração – na maioria dos casos devido ao endurecimento ou obstrução dos vasos que transportam o oxigênio, as coronárias. A falta desse elemento, de maneira súbita ou prolongada, pode causar infarto agudo do miocárdio2.
Existem alguns fatores que potencializam o risco de desenvolver angina, como tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão arterial e altos níveis de colesterol e lipídios (gorduras no sangue)3.
Atente-se aos sinais do coração
Além da dor no peito, a angina se manifesta através de sintomas como:
- Cansaço fácil e frequente2
- Falta de ar2
- Suor excessivo2
- Sensação de indigestão2
- Desconforto abdominal2
- Dor no braço, peito, ombros ou mandíbula2.
“Devemos chamar a atenção para os sintomas que são atribuídos a coisas menores e podem significar a presença de uma doença cardiovascular […] às vezes a pessoa atribui a um problema digestivo, a uma enfermidade na coluna, a uma dor muscular e não valoriza”, explica Andréa Brandão, diretora de Departamentos do SBC4.
A falta de alerta para esses sintomas pode resultar em um final infortúnio. Afinal, as crises de angina são manifestações da Síndrome Coronariana Crônica (SCC), quando o coração não recebe carga suficiente de oxigênio e energia. Esse desequilíbrio pode surgir a partir do acúmulo de placas de gordura nas artérias. Se não for tratada corretamente, a doença pode evoluir para uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA), e provocar até mesmo um infarto2.
Os casos e números de problemas cardíacos no Brasil são alarmantes, e a situação piorou com o início da pandemia do novo coronavírus. Segundo um estudo nacional, as mortes por doenças cardiovasculares de Manaus (AM), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE) e Fortaleza (CE) aumentaram até 132% em 2020. A pesquisa percebeu que esse aumento é resultado de diagnósticos incorretos e colapso do sistema de saúde5.
Diante desse cenário, orientar sobre a importância de valorizar os sinais do coração pode salvar vidas, pois esse é o caminho para um diagnóstico correto e precoce. E é com esse objetivo que nasceu a campanha Sempre Cuidando, uma iniciativa do Laboratório Servier do Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
A fim de atingir um grande número de pessoas, a campanha fez um ato especial: no dia 13 de julho de 2021, iluminou de vermelho uma das sete maravilhas do mundo, o Cristo Redentor4! De braços abertos e com a cor de sangue, um dos principais cartões postais do país fez um alerta para a população sobre as dores torácicas causadas por angina e infarto.
Como viver com o diagnóstico
Como a maioria das doenças crônicas, a SCC não tem cura2. Porém, com tratamento e acompanhamento médico regular é possível controlar o problema. Algumas mudanças no estilo de vida também são necessárias para reduzir o risco de quadros de angina no futuro, como2:
- Adotar uma dieta saudável2
- Praticar exercícios físicos regularmente2
- Parar de fumar2
- Reduzir o consumo de álcool2.
Mantenha a saúde em equilíbrio, fique ligado nos sinais do coração e nunca se esqueça: diagnóstico precoce salva vida!
Referências:
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. SBC alerta: controle do colesterol é fundamental para minimizar riscos de doenças cardiovasculares. Disponível em: https://www.portal.cardiol.br/post/sbc-alerta-controle-do-colesterol-%C3%A9-fundamental-para-minimizar-riscos-de-doen%C3%A7as-cardiovasculares Acesso em 14 de julho de 2021.
- Campanha Sempre Cuidando. Cartilha Sinais do Coração. Laboratório Servier, Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Acesso em 14 de julho de 2021.
- Brunori EHFR, Lopes CT, Cavalcante AMRZ et al. Associação de fatores de risco cardiovasculares com as diferentes apresentações da síndrome coronariana aguda. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlae/a/FD7HWG4w5j3WL3GbR4vzpzC/?lang=pt&format=pdf Acesso em 18 de agosto de 2021.
- Release Campanha Sempre Cuidando. Servier ilumina Cristo Redentor de vermelho em ação de conscientização sobre sinais de doenças no coração. Laboratório Servier, Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Acesso em 14 de julho de 2021.
- Brant LCC, Nascimento BR, Teixeira RA et al. Excess of cardiovascular deaths during the COVID-19 pandemic in Brazilian capital cities. BMJ Journals. Disponível em: https://heart.bmj.com/content/106/24/1898 Acesso em 14 julho de 2021.