Campanha “Isso é um Glioma” traz informação de qualidade e esperança para pacientes com tumores cerebrais

Iniciativa da Servier do Brasil une influenciadores, parcerias com associações de pacientes e websérie com o jornalista Fábio Turci para humanizar olhar sobre o tratamento dos gliomas
Rio de Janeiro, RJ (junho de 2026) – Os tumores do sistema nervoso central atingem no Brasil mais de 12 mil pessoas por ano1. Entre eles está o glioma, tumor cerebral maligno primário mais comum em adultos². Para ampliar a conscientização sobre o tema no Brasil, a farmacêutica Servier lança a campanha “Isso é um Glioma”, que usa as redes sociais para disseminar informações médicas e científicas, além de histórias reais de pacientes. A campanha conta com médicos, representantes de associação de pacientes e influenciadores que ajudam a trazer mais visibilidade para desafios como as perdas cognitivas – comum entre aqueles que recebem esse tipo de diagnóstico. A iniciativa busca equilibrar o conteúdo científico com a perspectiva humana, colocando a jornada do paciente como eixo central da comunicação, incentivando o acolhimento.

Um destaque da campanha é a websérie “Pela nossa cabeça”, que reúne conversas entre o repórter e influenciador Fábio Turci com pacientes, contando como descobriram seus gliomas, além de médicos explorando a importância do diagnóstico preciso e dos tratamentos avançados. Também participam da campanha os influenciadores Vera Viel (@veraviel), Ju Ferraz (@tpmjuferraz) e Pablo Sanábio (@pablo_sanabio) ator que, além de ter uma voz ativa nas redes sociais, personifica a experiência do paciente, pois sente na pele o desafio de conviver com o tumor cerebral.
“Quando recebi o diagnóstico, fui buscar relatos de pessoas que estavam vivendo a mesma realidade que eu. E, na maioria das vezes, encontrei histórias atravessadas pela dor e pela perda. Mas, ao começar o meu tratamento, entendi que a minha história não precisava seguir esse caminho. Hoje, em remissão, vivendo, trabalhando, sorrindo, cuidando da minha filha e feliz, eu sou a prova de que um glioma não é, necessariamente, uma sentença de fim. A medicina avançou. Os tratamentos evoluíram. E, principalmente quando há diagnóstico precoce, as possibilidades se multiplicam. Quero que quem esteja passando por isso saiba: a sua história também pode ser diferente. Existe vida durante e depois do tratamento. Existe futuro, esperança e possibilidade”, conta Pablo.
“Embora sejam classificados como tumores raros, os gliomas de baixo grau têm um impacto importante na vida de muitos brasileiros, especialmente de adultos jovens. Trata-se de um grupo de tumores que tem mobilizado grande interesse da comunidade científica, com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tratamentos cada vez mais precisos e capazes de controlar a doença por mais tempo, preservando a qualidade de vida e ampliando as perspectivas para os pacientes”, explica Fernando Maluf, oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer.
Em parceria com o Instituto Vencer o Câncer, um videocast leva à sociedade informações de qualidade sobre diagnóstico, sintomas e acompanhamento dos gliomas. A ação é conduzida pela jornalista Fernanda D’Ávila e conta com a participação da enfermeira navegadora Daniele Teche e pela oncologista clínica Dra. Camilla Yamada, que destaca o desafio de equilibrar seriedade e sensibilidade na abordagem da campanha.
“O tumor cerebral cresce em silêncio. Muitas vezes sem dor e sinais evidentes. E quando aparecem, os sintomas por vezes são negligenciados. Campanhas de conscientização são importantes pois cumprem o papel de alertar quem tem um sintoma suspeito e ainda não o levou a sério e orientar quem já tem o diagnóstico e precisa entender a jornada de tratamento com clareza. A cada diagnóstico existe uma rede de apoio que, aliada à equipe médica, acompanha, torce e faz parte da recuperação do paciente. Então, as campanhas também têm o importante papel de acolher os familiares e amigos, que muitas vezes reorganizam suas vidas para ajudar o paciente, carregando um peso invisível sem saber onde buscar ajuda”, aponta Yamada.
Personificando a experiência do paciente, com a mensagem clara de que é possível viver com qualidade de vida após o diagnóstico, o fotógrafo Gustavo Gaiote também participa da campanha. Ele comanda um ensaio fotográfico composto por pacientes, influenciadores e médicos que ajudarão a ampliar ainda mais o alcance da iniciativa. Gustavo foi diagnosticado com glioma em 2012, aos 34 anos, após apresentar falhas na fala e na leitura. A cirurgia e o tratamento foram bem-sucedidos e ele realizou o sonho de se tornar pai de Samuel, atualmente com 9 anos. Hoje, Gustavo faz acompanhamento com seus médicos para garantir sua qualidade de vida.
“Minha participação nesta campanha é uma forma de transformar minha experiência pessoal em ferramenta de conscientização. Ao fotografar outros pacientes que tiveram o mesmo diagnóstico que eu, conseguimos criar uma conexão muito legal. Durante o ensaio fotográfico, buscamos transmitir o equilíbrio entre a seriedade do diagnóstico e a esperança: o ‘quase sorriso’ representa exatamente essa resiliência. Minha missão aqui é mostrar que o diagnóstico não é o fim, mas o início de uma jornada onde o cuidado certo faz toda a diferença. Sou a prova de que, com tratamento certo, fé, pensamento positivo e com a evolução da medicina, podemos levar uma vida com qualidade e continuar realizando nossos sonhos. E contar outras histórias como a minha, que ajudarão a conscientizar milhões de pessoas, torna esse propósito ainda mais especial”.

Alexander Lopes, Diretor de Criação & Conteúdo da InPress Porter Novelli, agência responsável pela campanha, explica que a proposta foi mostrar que o diagnóstico é apenas um capítulo, não a história inteira. “Trazer o Gustavo Gaiote compartilhando sua vivência e assumindo o papel de fotógrafo é uma forma poderosa de materializar a qualidade de vida e a superação. E, com a condução sensível de Fábio Turci, os vídeos do ‘Papo Cabeça’ traduzem a força de relatos reais em ferramentas de utilidade pública, incentivando o diagnóstico precoce sem perder a delicadeza que o tema exige”, descreve.
Para além das redes sociais, a campanha se expande ainda para um site com informações médicas de fácil acesso para a população. A página tem como objetivo reunir informações de qualidade e ajudar o paciente e sua família a navegar na jornada de tratamento do glioma. O site também conta com vídeos de depoimentos de médicos, pacientes e associações de pacientes. Outra forma de acesso à campanha é através das redes sociais da Servier: Instagram, Facebook, Youtube e Linkedin.
“Em gliomas de baixo grau, o impacto humano é profundo, atingindo jovens adultos em momentos vitais de suas trajetórias, em plena fase de construção de famílias e carreiras, podendo enfrentar perdas cognitivas. E o cérebro é muito mais que uma estrutura anatômica: é a sede da memória, da identidade e das emoções. Nossa campanha busca olhar com sensibilidade para esses pacientes, ao mesmo tempo em que traz esperança, alertando que, com o diagnóstico precoce e tratamentos avançados, os pacientes hoje ganham novas perspectivas e podem conviver mais anos com a doença, com qualidade de vida“, afirma Abraham Epelman, Diretor Médico da Servier do Brasil.
Clique aqui e saiba mais sobre a campanha.
O que são gliomas
O glioma é o tumor cerebral maligno primário mais comum em adultos. Ele se desenvolve em qualquer parte do sistema nervoso central e se origina das células gliais que circundam as células nervosas2,3. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou a forma de classificar os gliomas. Agora, além de olhar a aparência do tumor no microscópio, os médicos também analisam as características genéticas do tumor. Isso ajuda a entender melhor a doença e a escolher o tratamento mais adequado para cada pessoa4. Uma das descobertas mais importantes é uma alteração na proteína chamada IDH. Com base nessa alteração, os gliomas podem ser divididos em dois grupos: os que têm a alteração no IDH e os que não têm (chamados de “IDH selvagem”). Esses dois tipos se comportam de formas diferentes e têm características próprias4,5. Assim, os gliomas difusos do tipo adulto são classificados pela OMS em três tipos principais: astrocitomas, oligodendrogliomas e glioblastomas4,5. Por isso, é fundamental ter a informação molecular deste tumor para auxiliar no diagnóstico e tratamento dos pacientes3,4,6,7.
Entre os sintomas mais comuns estão alterações na função mental, convulsões, dificuldades de fala, dificuldades de coordenação motora ou equilíbrio, dor de cabeça intensa e recorrente, náuseas e vômitos, variando conforme o tipo e a localização do glioma3. O INCA estima 12.060 novos casos de câncer do sistema nervoso central (SNC) para cada ano do triênio de 2026 a 2028 (6,5 mil em homens / 5,5 mil em mulheres)1. Embora não haja, nessa projeção, uma estimativa específica para gliomas, esses tumores representam cerca de 80% dos tumores malignos primários do sistema nervoso central2. Aplicada essa proporção ao total estimado para o país, isso corresponderia a aproximadamente 9,6 mil novos casos de gliomas por ano no Brasil1,2,8.
Após o diagnóstico, o primeiro passo da jornada do tratamento é a cirurgia, com o objetivo de remover o máximo possível do tumor; o que vai depender do seu tamanho e localização. De acordo com o resultado da análise do tumor retirado e do quanto foi possível ressecar na cirurgia, avalia-se a necessidade de tratamento complementar, que pode incluir sessões de radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo6,9.
Referências
- DUFFAU, H.; TAILLANDIER, L. New concepts in the management of diffuse low-grade glioma: proposal of a multistage and individualized therapeutic approach. Neuro-oncology, v. 17, n. 3, p. 332-342, 2015.
- INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/sistema-nervoso-central. Acesso em: 14 mai. 2024.
- OSTROM, Quinn T. et al. The epidemiology of glioma in adults: a ?state of the science? review. Neuro-oncology, v. 16, n. 7, p. 896-913, 2014.
- NATIONAL COMPREHENSIVE CANCER NETWORK et al. NCCN Guidelines for Patients: Brain Cancer Gliomas. [S. l.]: NCCN, 2024.
- LOUIS, David N. et al. The 2021 WHO classification of tumors of the central nervous system: a summary. Neuro-oncology, v. 23, n. 8, p. 1231-1251, 2021.
- SILVANI, A. New perspectives: glioma in adult patients. Tumori, [S. l.], 2023.
- WELLER, Michael et al. Glioma. Nature Reviews Disease Primers, v. 10, n. 1, p. 33, 2024.
- WELLER, Michael et al. EANO guidelines on the diagnosis and treatment of diffuse gliomas of adulthood. Nature Reviews Clinical Oncology, v. 18, p. 170-186, 2021.
- NASCIMENTO, Jader Sabino Jacó do. Protocolo de tratamento de gliomas difusos. 2024. 41 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Residência Médica em Oncologia Clínica) – Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, 2024.